Os micos julinos!

Nunca fomos a noiva da quadrilha. E isso deixou traumas…Outro dia eu conversava com a Jô e concluímos que nunca fomos a noiva em quadrilhas. Acho que isso deve ter criado algum trauma. Também nunca fomos muito boas em pescaria. Deve ser por isso que continuamos frequentando quermesses até hoje e quase morremos de alegria quando ganhamos um brinde tipo um mini quebra cabeça de pokémon. Isso aconteceu. E nem faz tanto tempo assim.

E o pior é que eu ainda sou ruim nas pescarias. Crianças de 5 anos podem ser mais rápidas que eu. E jogo de argolas, lembram? Eu gastava uma fortuna e não ganhava nada. Até que os meus pais ficaram com pena de mim e um dia foram lá e compraram o maior presente. Mas brinde comprado não é ganhado, como se sabe.

Mas o pior mesmo é nunca ter sido a noiva! Não, isso não significa que a gente queira descontar o trauma casando na Igreja de véu e grinalda. Acho que aconteceu o fenômeno oposto. Como não nos quiseram de noivas, resolvemos que nunca pagaríamos esse mico na vida real. Não tomamos gosto pelo vestido branco. Ser nerd sempre pode ser útil.

Sim, porque as meninas que eram escolhidas para noivas sempre eram aquelas loirinhas e campeãs em tudo, o que nunca foi o nosso caso. Graças a deus. Senão, acho que jamais teríamos feito esse site. Nem teríamos martavilhosos pretês. Algo me diz que estaríamos bem infelizes, inclusive.

Mas antes fosse só isso. A Jô uma vez teve que dançar com a bolacha da turma, aquela garota macha que fez um bigode de lápis de sobrancelha.

E eu cheguei ao máximo de levar um bolo em uma quadrilha. Foi o meu primeiro bolo! Eu aceitei dançar com um menino que nenhuma garota queria e o aborígene simplesmente me deixou plantada de maria chiquinha sem par para dançar, chorando.

Claro, eu aprendi que homens dão bolo e que mesmo os que ninguém quer, nem a gente, podem fazer a gente sofrer. Uma verdadeira lição de vida amorosa e relacionamentos humanos. Mas, vem cá, será que eu tinha que ter aprendido isso com sete anos? Depois eu continuei tomando bolos, então, na verdade, aquilo não foi nenhuma novidade para mim.

“Depois disso (numa quadrilha) nunca mais escolhi o rejeitado. Assim é a quadrilha da vida…

 

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