Chega de sexo quantitativo!

Os meninos precisam parar com esse papo de dar várias sem tirar!Li no 02 Testículo uma discussão baseada na afirmação do Romário ter dado
dez sem tirar de dentro e só pude pensar: que lambança! Aí lembrei de outra mística masculina que se contrapõe ao atletismo quantitativo que fala em “uma-bem-dada”.
Sempre estranhei esses papos masculinos, que sempre me pareceram dois lados de uma mesma visão individualista e tipicamente masculina do sexo.
Nunca encontrei caras que dessem três sem tirar de dentro, mas tenho amigas que já, e não se divertiram mais por isso. Porque nessa coisa de ejaculação acho que os caras ficam numa angústia tão grande de atingir sua meta, que esquecem que sexo quer dizer duas pessoas, e que tem outra figura no lance além dele mesmo e de seu esforço de se concentrar na performance do seu pau (que não tem nada a ver com sua perfomance com a menina que está ali).
Por outro lado, a coisa do uma-bem-dada me lembrava aqueles
caras que estão cheios de tesão, sobem em cima de você, agem como se você tivesse sido penetrada por uma britadeira humana, gozam rapidinho e acham que a trepada foi o máximo, porque realmente foi pra eles, que estavam super a fim de esvaziar as tensões acumuladas por coisas que não tem nada a ver com quem está ali ao seu lado.
Nesses dois exemplos fica difícil participar do lance, porque parece que
quando você se anima está atrapalhando a trajetória individual do
divertimento do outro, que está concentrado no seu próprio prazer e esforço de chegar lá.
Mas não quero generalizar e dizer que todos os caras são versões de uma dessas duas opções. Na verdade, existe uma terceira via (como devem haver mais umas mil), com a qual me deparei recentemente. É a do cara que transa com você e não com ele mesmo ou com a antecipação do papo que terá depois com seus amigos. Porque o sexo sempre funcionou com a mulher querendo fazer o outro feliz e o cara querendo ser feliz. Só que ele fica muito melhor quando um quer fazer o outro feliz.
Independentemente de quantas são dadas, o legal é quando isso vale pros dois. Se o cara vai dar uma ou mais não importa, o que importa é que ele preste atenção em sua parceira e os dois desfrutem um do outro e curtam o lance juntos. É quando a gente sente que o cara está lá porque está a fim de você e não de gozar apenas. Portanto, meninos, lembrem-se que sexo é qualitativo e não quantitativo.
Não quero saber se Romário, ou seja lá quem for, dá dez sem tirar de dentro, quero saber se ele olha e enxerga sua parceira, se ele a come com carinho, percebendo e devolvendo seu desejo. Isto é – para dar um exemplo prático – quando pegar no peito dela, não faça isso como quem cumpre uma etapa de arremesso no beisebol, mas como quem ganhou um doce muito gostoso e que quer saborear com vontade, curtindo cada momento.
Eu garanto que você vai se surpreender com o resultado e vai poder contar, ou simplesmente lembrar, que ela deu várias sem você sair de dentro, e que você se divertiu muito com isso…

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