Give shit a chance!

Nada mais engreçado que uma mulher em entressafra amorosaComo eu ia dizendo na semana passada, as melhores solteiras são mais”
divertidas que campeonato de andar cretino do Monty Phyton ou reprise
dos batutinhas dublado. Principalmente quando elas entram naquele
período catastrófico de entressafra afetiva em que elas resolvem se dar
uma chance.

Esse estágio se localiza mais ou menos um mês depois de rolar o
rompimento da última relação. Você já chorou, superou a vontade de ligar
(nem que fosse pra esculachar o ex pretê), recusou todos os convites e
investidas de terceiros,  passou por aquela fase intropsectiva, fez um
corte de cabelo diferente, se inscreveu na academia pra fazer aeroboxe,
passou o pente fino em todos os filmes que prestavam na locadora até
sobrarem somente aquelas comédias românticas da Meg Ryan e do Billy
Crystal (n.r. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH!!! Matem-me por favor!!)  e começa a sentir aquele buraco negro lhe consumindo que nehum bolo de chocolate pode suprimir.
Você está naquela pindaíba sentimental de dar dó em Vascaíno, no que de
repente, liga uma de suas melhores amigas para mais uma tentativa de te
rebocar para alguma festa  – geralmente uma roubada em potencial que
você se recusaria terminatemente a ir  nem que fosse motivo pra
faltar o dentista. Mas dessa vez  repensa o até então impensável.
Porque não? Quando se profere essa fatídica questão para si mesmo já é
meio caminho andado para uma das mais terríveis experiências sociais
contemporâneas: se dar um chance!
Quando você menos espera, já está dividindo o carro com outras mulheres
com o nível hormonal no talo, se dirigindo para uma daquelas boites em
que visão da fila já te dá vontade de se entocar no primeiro bueiro e
passar a noite trocando idéia com as ratazanas. Ainda assim você pisa
forte em direção a entrada. Afinal, não são meia dúzias de pregonautas
do espaço em mocassim franjado que vão te fazer desistir do projeto de
se dar uma chance!
Mas aí você entra –  na frente de todos os bolhas, pois uma das meninas
é habituê e fala com o segurança com uma intimidade… esquisita, porém
eficaz –  e o desgosto paira sobre sua cabeça quando você percebe que
está tocando um flashback horrível do final dos anos setenta, tipo uma
música do Billy Paul. E todo mundo está dançando, o que é pior.
Mas afinal, você veio aqui se dar uma chance, e não vai ser um flashback
horroroso que vai lhe tirar da pista. Isso não, mais  uma parede
opressora de homens com olhares porosos talvez consiga. A situação fica insustentável quando um cara se prosta a sua frente e faz uma dancinha sensual que te faz repensar toda a sua existência.
Sua resistência está sendo minada e você pensa em desistir.  Você
insiste em ir para um canto menos barulhento mas as amigas refutam sem nem te olhar na cara, já que estão tentando ser vistas e tentando ver
deseperadamente. Vai falar com a amiga que te botou nessa roubadaça, mas já tem um sujeito mandando aquele xaveco nela. E o pior II – ele tem um amigo,aquele que você estva a todo custo tentando evitar os olhares na pista, que acaba sobrando pra você. Ele começa a puxar um papinho
tenebroso. Você faz o sinal da cruz e  fica tentando ser o mais
simpático o impossível com a mala impertinente enquanto  sua amiga
desenrola com o amigo dele. No auge do tédio um estranho fenôemeno
começa a ocorrer. Você se sente saindo do seu corpo e se distanciando
da cena. Você nao distingue mais o som que vem das caixas com a
barulheira produzidas pelas pessoas, o oxigênio, da onipresente fumaça
dos cigarros. Você olha pra situação e sente pena daquela pessoa ali em
baixo, sendo impregnada sem dó nem piedade. Ao fundo, uns garotos
apontam para ela. Ei , peraí, aqueles são os amigos do seu ex namorado.
E a menina para quem eles estão apontando e cochichando é você!!

Nisso, uma chuva de perdigotos te acorda do transe te fazendo voltar a
seu corpo. É o prego chamando pra dançar. Você toma uma atitude: chega!
“Olha pra amiga com firmeza e fala “”Estou indo!”” A fila pra pagar é”
enorme e sua amiga está toda feliz lá. Deixa ela! Você paga uma
consumação que nào consumiu e parte mais aliviada para o táxi, seguida
com uma nuvem negra acima de seu  penteado. Vai para casa,  chorar e
dormir, que dizer, deprimir. Frente a isso,  todo o lastro emocional
adquirido com o sofrimento passado  para superar o término do namoro
parece ruir. E aí que mora o perigo, porque sua ótica começa a ficar
“deturpada e pensamentos tipo “”Até que meu ex namorado que me levava ao” teatro no sabado a noite nao é tao chato…o que será que el vai fazer “amanhã depois do churrasco em paquetá que ele vai todo domingo?””

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