A morte do meu lado clubber!

Aquela porção fluor morreu no Skol Beats. E eu nem estou de luto Era uma vez, existia uma pequena porção clubber no meu ser. Bem pequena, mas lá por 1997 ela existia. Hoje, aviso que esse lado morreu. Depois de muito agonizar em uma UTI no meio do Skol Beats, o inevitável aconteceu. Aquelas pessoas me pareceram um tanto quanto vazias. E o meu ladinho clubber começou a falecer.
“Vagava pelo megaevento quando encontrei um amigo. Engatamos uma conversa do estilo: “”o que estamos fazendo aqui?”” “”o que isso significa?””. E íamos concluindo que não levava a nada. A não ser a um vazio. Horrível. ”
Tudo bem, não sou uma velha tão rabujenta assim. Eu sei que as pessoas foram lá para se divertir. Eu mesma me diverti. Mas acontece que diversão não é tudo nessa vida. E felicidade química, definitivamente, não é o que vai salvar o mundo_nem mesmo aquelas pessoas que estavam lá. Milhares de pessoas.
“Uma das coisas que me enchem o saco nessa geração é que todo mundo tem que estar feliz sempre. Acontece que o mundo não é fluor. Muito pelo contrário. Muitas vezes é preciso ficar triste, muitas vezes a gente está de mau humor, muitas vezes as pessoas machucam as outras. “”Mas, ah, tudo bem, vamos nos divertir””. Entupidos de pastilha, todo mundo se toca mas não se toca que está sozinho e que a segunda-feira vai ser cinza. Mas aí eles colocam óculos escuros. Mas os óculos escuros não impedem de cair na real (ou será que impedem?).”
Velha ranzinza eu, será? Sei que o lado clubber morreu. E nenhum parente ou amigo chorou por isso.

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