O primeiro vibrador a gente nunca esquece

A história de uma menina que nunca mais dormiu sem gozarPor incrível que pareça, o primeiro vibrador que eu vi na vida era da minha avó. Num fim de semana, fuxicando nos armários dela, dei de cara com aquela
“coisa. Era do modelão “”rádio de pilha””, imenso, em formato de ”
pênis, largo e longo, e que para vibrar precisava de pelo menos duas pilhas, daquelas grandes.
A imagem daquele vibrador marcou de dúvidas a minha adolescência. No começo eu não estava certa se aquilo era exatamente o que parecia. Se não era, era “muito parecido. Eu pensava; mas a minha avó, uma senhora viúva, tão ” discreta, tão santa.(E tão feliz!) Daquele episódio eu aprendi a seguinte lição: se minha avó usava, então aquele instrumento deveria ser uma coisa muito boa.
Mas o meu primeiro vibrador eu comprei faz poucos meses. Nunca pensei que teria um. Mas um belo dia eu quis, então comprei. Ele veio junto com um kit de tangas e filmes pornôs, estes últimos especialmente selecionados para mulheres (com historinhas e um certo romance até). Numa caixa branca linda, um luxo. Qual o motivo para uma compra tão tardia? Bem, depois de me separar pela terceira vez, e já sabendo que a vida de solteira é bem menos generosa em noites de sexo, decidi me armar melhor para viver minhas noites solitárias.
Além de divertir, o sexo solitário sempre foi a melhor maneira de manter o
meu fogo acesso. A melhor forma de atender aos apelos do meu corpo quando eu estou sem um parceiro ao meu lado. A masturbação não me deixa esquecer que eu sou um ser sexual, que preciso dos prazeres físicos para conseguir levantar pela manhã e viver os dias.
Até hoje eu nunca havia desejado um vibrador. Por isso nunca tive. Sempre me excitei e gozei sozinha. Sei fazer isso muito bem com as minhas mãos. Mas com o vibrador descobri uma sensação deliciosamente diferente, mais intensa. E o orgasmo chega bem mais rápido.
No meu caso escolhi um modelo de bolsa, pequeno, leve, que pode ser
carregado em qualquer bolsinha de noite e precisa de uma pilha pequena
somente. O bom é que ele ainda serve de brinquedinho para usar com namorado
e parceiros eventuais. Enfim, uma delícia, meu melhor amigo.
Sei que isso não é coisa muito comum entre moças, falar de masturbação. Mas eu não poderia deixar de falar do meu novo amor. Ainda que eu já tenha passado dos 30 anos, um pouco tarde para fazer apologia de um vibrador, eu estou muito realizada com o meu. Já não vou mais para a cama sem ter um orgasmo antes.

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