O fenômeno Barbapaba

Entenda este acontecimento da natureza formado por um ectoplasma de garotas Este não é um texto contra a amizade. Não mesmo, tanto que eu o dedico a todas as minhas queridas amigas, com todo o meu amor. Isto posto, vamos falar de um mal terrível do qual somos vítimas: O FENÔMENO BARBAPAPA ” (Se você não sabe o que é Barbapapa, leia este parágrafo. Se você sabe muito bem o que é um Barbapapa, pule direto para o próximo parágrafo:
Quem é que não se lembra do Barbapapa, um desenho animado totalmente fofo meio do início dos anos 80? Que era formado por uma família de seres coloridos e meio molengos, de formas engraçadas? Eram ectoplasmas divertidos e do bem que viviam juntos. Lembrou? Ficou com saudade? Então, vamos adiante…)
“O fenômeno Barbapapa acontece quando você e seu grupo de amigos e amigas se funde numa pessoa só. Um grande grupo coeso, auto-suficiente, carinhoso e do bem.  Geralmente, os Barbapapas comportam humanos do sexo feminino. Mas existem alguns Barbapapas que também comportam meninos.  O Barpapapa surge em situações de pura sintonia e dá uma segurança sensacional aos seus integrantes. Tão bom que é muito difícil se desgarrar de um.
Na prática: se o Barbapapa vai a uma festa, ele se locomove junto – indo do jardim para a pista, da pista para o bar, do bar para o jardim. Sabe aquela história de que mulher só vai no banheiro em dupla? Pois quando estamos num Barbapapa, levamos isso às últimas consequências. Somos piores que um cardume. Tem mais: por ser auto-suficiente, o Barbapapa se basta.”
Rimos juntas
Saímos juntas
Bebemos café juntas
Vamos ao cinema juntas
Ficamos juntas nas baladas
Somos divertidas juntas
Só não fazemos sexo juntos numa grande orgia Barbapapa porque alguns dos integrantes são oriundos de família mineira.
O problema é que o Barbapapa é, antes de tudo, um grande empata-foda. Pense bem: se você fosse um carinha bacana (e inseguro, pois todos humanos são) numa festa, se aproximaria de um enorme Barbapapa, um ectoplasma de meninas risonhas e sacanas, que se bastam? Talvez sim. Mas muito provavelmente não. O lance é que o Barbapapa é tão orgânico e conforável que, embora cada um tenha (e muito) sua identidade própria (uma é Barbabela, outra Barbalala, outra Barbazoo…), fica muito difícil trocar um Barbapapa pelo desconhecido e – ocasionalmente – cruel mundo real.
E antes que me entendam mal, não sou contra o Barpapapa. Eu amo meus momentos Barbapapa. Mas Barpapapa demais – com tudo em excesso, sem ser café e Friends – faz mal. Ou, pelo menos, é o que eu acho neste exato momento, sentada da minha sala de camisola e escutando um som!

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