Ai, que saudades dos transportes coletivos!

Porque o carro pode ser um problema. Quando você não tem carro, tudo o que quer é ter um carro. Pensa que com o veículo, vai se livrar dos inconvenientes das caronas, dos táxis, dos transportes coletivos e ainda vai economizar muito dinheiro, afinal, depois de pagar o carro, você não terá mais gastos.
Grande engano. Ter um carro, significa praticamente sustentar uma família. Dependendo do carro, uma família que gasta muito. Isso, se você conseguir pagar o carro à vista, porque se você parcelar, daí, querida, a família tem gêmeos. Porque você vai gastar muito dinheiro.
A primeira gastança automobilística começa com uma coisa chamada seguro. Os seguros são caríssimos, e dependendo do modelo – se ele for mais visado pelos ladrões, por exemplo – se torna uma verdadeira fortuna. E como você não entende nada de carro, acaba comprando justamente aquele que os ladrões também gostam. E é praticamente impossível não ter seguro. Justamente por causa dos tais ladrões.
Outra coisa que vai tirar todo o seu dinheiro são os estacionamentos. Se você mora em São Paulo, vai pagar pelos estacionamentos mais caros do mundo. Quando achar um que custe R$6 o período, vai se sentir no lucro. E dependendo de quantos lugares você for no dia, às vezes vai gastar mais com estacionamento do que com táxis! Isso, se você tiver a sorte de trabalhar em um lugar que tenha estacionamento, e não precise de pagar um mensal. Se você estiver nessa categoria (como eu), vai jogar todo mês uma grana preta no lixo. Afinal, pagar por um pedaço de rua com seguro é um pouco demais.
Mas a hora em que você se sente mais roubada é na hora do mecânico. Eu pensei que comprando um carro zero estaria livre das infectas mecânicas. Erro meu. Carros novos têm que passar por revisões. E você toda feliz pensa que isso não vai custar muito. Até que o seu mecânico diz que você precisa trocar o filtro de não sei o que, lixar a traseira da rebimboca, mudar o óleo do lugar tal e lavar o radiador. E que esse servicinho custa a pechincha de R$800, afinal ele teve que trocar uma coisa chamada carter. E você pergunta: Como assim?! O carro não é novo? No que ele responde: Por isso mesmo. Tem que sempre fazer a revisão e trocar as peças para ele não quebrar no meio da rua e você passar um aperto.
E enquanto você faz seis cheques prés, se lembra dos seus tempos de ônibus e táxis, com um aperto no coração. Ai que saudades!

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