O maior inimigo da mulher

Homens que não ligam não são nada comparados a isso
Nosso mundo é cheio de falsas necessidades. Dizemos que precisamos disso ou daquilo mas, na verdade, tudo que a gente precisa é de um grande amor. E de um pinça. Não necessariamente nesta ordem, claro. A pinça, talvez, seja a maior necessidade feminina. Quando estamos sem amor, o mundo fica mais chato, mais triste, desnecessariamente solitário. Quando estamos sem uma pinça, enlouquecemos.
Assim como os homens, mulheres têm pêlos. Tentamos disfarçar, pagamos uma grana na depiladora, fazemos Pic-Festa Junina para – quem sabe – conseguirmos dinheiro para uma depilação definitiva. Mas a natureza é cruel: sim, temos pêlos. Sofremos ou raspamos, gosto não se discute. Fazemos de tudo para nos livrar de nossos pêlos, que devem sofrer com tanta rejeição.
Mas também sabemos desencanar e, de vez em quando, sair por aí com a depilação datada. Fingimos que fomos criadas na Europa. Afinal, no fundo, tudo não passa de uma padrão estabelecido….. uma coisa cultural…. essas coisas.
Só existe um tipo de pelo – entre todas as categorias – que é capaz de nos tirar do sério.  É um pelinho solitário que nasce em algum lugar obscuro do seu corpo. Um pelinho de estimação que odiamos com todas as nossas forças. Toda mulher tem o seu. Eu acho. (Eu espero, caso contrário começarei o meu tratamento de reposição hormonal já!) O pelinho de estimação nasce sempre no mesmo lugar, sozinho e nunca fica grande. O meu, por exemplo, é no queixo. Uma tentativa de barba, um horror. O pior de tudo é que o pelinho de estimação ainda é durinho. SOCORRO!! Tenho calafrios só de me lembrar. Apesar disso, ele é tão microscópico que ninguém repara a olho nu. Mas nós podemos sentir o pelinho lá, presente. Se fazendo perceber. Irritando
Nada é mais enervante do que seu pelinho de estimação. Todo o resto do mundo perde o sentido – até mesmo o amor – quando você descobre que o pelinho renasceu. Você começa a cutucá-lo discretamente.  Você pensa que vai morrer se não arrumar uma pinça nos próximos quinze segundos. Raramente – sabe-se lá porque – você descobre o maldito quando está em casa. Ou se descobre, sua pinça sumiu. Muito provavelmente ele irá aparecer quando faltam cinco minutos para você pisar numa festa. Linda, glamourosa. E com um pelinho que faz você se sentir o Tony Ramos.

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