Síndrome de Conan

O que essa moça cheia de estilo tem a ver com um bárbaro? Descubra!Minha namorada está lendo um livro bacana chamado Amor , Curiosidade, “
Prozac e Dúvidas de uma autora espanhola meio  modernosa que tem um nome chato de escrever. Já deu pra perceber do que se trata –  ansiedade feminina, em seu grau mais cômico e descontrolado.
Ela ficou impressionada em como o texto alude ao que ela e as amigas passam com homens e depois comentam em rodas de capuccinno com torta alemã. Uma passagem em especial, nos remeteu á como as meninas são cruéis em seus comentários, como elas guardam um desgosto rancoroso do parceiro em ocasiões que para a maioria dos homens passaram batidas. Tipo  uma trepada meio atrapalhada ou um encontro que não deu em nada.
Não estou desmerecendo o motivo. Cada um de nós sabe bem como lidar com a rejeição, com a perda e com a frustração. Mas me parece que  as mulheres costumam demonstrar uma tendência mais visceral, definitiva e até destrutiva. Na maioria das vezes, auto destrutiva… E sem perceber, elas acabam libertando um espécie de ego auxiliar rancoroso e o que deveria ser superado, vira sua razão de viver. Aí meu camarada, é pior que o Charles Bronson indo vingar a família, domingo a noite depois do Fantástico, preso num engarrafamento no meio do minhocão com enxaqueca e a cueca apertada os bagos! Sai de baixo!
Eu chamo isso de mulher com síndrome de Conan.
Conan, pra quem não sabe foi um bárbaro que teria vivido na Ciméria. Ele
estava um belo dia na aldeia dele, mascando capim, quando uma horda de
selvagens fanáticos liderado por um sujeito que tinha a maior cabeçorra e
uma franjinha reta horrenda saqueou tudo. O próprio cabeção maléfico tirou a vida do pai e da mãe do pequeno Conan com um sabre afiado, mais ou menos como o Elias Maluco fez com o Tim Lopes. Só que no caso do Conan, é ficção.
Conan foi capturado pelo bando e virou escravo. Desde então, passou a vida preso a uma roda de moer. Era uma parada bem rústica, enorme, que precisava de muita gente pra rodar. Os outros escravos iam morrendo, enquanto Conan continuava lá. Ele não desistiu de viver, pois o ódio ardia em suas entranhas. Ele manteve a roda em movimento, sozinho, causado pela sede de vingança. E conseqüentemente, foi ficando muito forte. Um tarugão! Ele ficou tão forte que virou o Arnold Shwazenneger. O cara, de lado parecia que tava de frente e de frente parecia que tava atropelando. Acabou  conseguindo se libertar e logo ficou conhecido como o fodão da Ciméria! Ele era temido e admirado…mas continuava movido pela vingança!
Eu estava pensando como algumas mulheres tem um Conan internalizado. Em alguns casos, quase literalmente, como a Feiticeira, que do jeito que está hoje, lembra uma betoneira desgovernada.
Eu não tenho saco pra ler revistas de fofoca, mas me contaram que a origem dela é parecida com a do Cimério. Diz a lenda que um homem uma
vez , – antes dela ficar famosa –  deu lhe um toco. Porra, tomar um toco, na
vida de um ser humano comum, é como tomar uma ovada no dia do aniversário ou uma bateria de selinhos quando se corta o cabelo. Todo mundo já foi vitima um dia. É normal! Mas não foi pra Joana
Prado! Ela não se conformou nem um pouco e aquilo ficou atravessado em sua garganta profunda. O desgosto a seguia tipo aquela nuvenzinha que fica em cima do cupê mal assombrado da corrida maluca.
Até que um dia, Joana tomou uma atitude e algumas bombas e começou a malhar muito. Primeiro, ficou sarada. Depois, vitaminada. Nesse meio tempo foi descoberta e virou símbolo sexual máximo! Quantas garotas não tinham uma foto dela no espelho e lotavam as clinicas de estética e as agendas dos personal trainners para ficarem iguais a ela ?!Acho que ela já havia provado pro carinha que lhe deu toco que ela era mais ela! Ele não quis, mas o Brasil inteiro a queria!  Mas apesar de estar poderosa, necessária e absoluta, continuou inflando, inflando, inflando, em todos os sentidos.
Daí, outras gostosas apareceram e ela ficou um pouco esquecida. Até que  foi parar no lugar para onde todos os artistas precoces em fim de
carreira vão: pra casa dos artistas.
Quando ela apareceu na telinha do SBT, o choque foi nacional. Na primeira
semana, ninguém, conseguia diferenciar ela do Ricardo Machhi e do armário do quarto. A mulher, digo, aquilo que um dia havia sido uma, era agora uma massa de esteróides em profusão com um pescoço que era a continuação imediata do torso. Toda vez que ela falava, eu achava que era Deus falando com o Charlton Heston em Os Dez Mandamantos.
Bom, assim como a Feiticeira, um dia o Conan ficou tão grande que para fazer aquelas roupas de pele muito em voga entre os bárbaros na época, era preciso extinguir uma geração inteira de tigres dente de sabre. Mesmo assim, ainda ficava arrochê. Tanto ele procurou, que finalmente achou o feiticeiro e conseguiu ficar tete a tete com sua franjinha fio reto e sua cara de cobra.
Enquanto ele brandia seu poderoso espadão , o feiticeiro só fez rir , cheio de si, e falou:
Estou muito orgulhoso de você. Graças a mim, você é o ser mais temido
da Ciméria. Você me deve tudo isso. Eu sou seu verdadeiro pai!
Por um minuto, Conan ficou pensativo. Mas de repente, pela primeira vez, ele usou o cérebro e nada do que o franjudo falou lhe atingiu. Mesmo com aquele expressão imexível e sem soltar uma sílaba – inclusive ele não fala o filme inteiro – dá pra ver que ele na verdade estava puto porque não teve a
oportunidade de escolher o que faria da vida. Ele foi norteado pelo ódio e
graças ao ódio, ele estava ali. E quem havia provocado todo esse ódio, sorria pra ele naquele momento querendo roubar agora o único bem que lhe restava: seu mérito.
Convicto e irredutível como uma rapadura, ele corta a cabeça do feiticeiro maligno, que sai rolando escadaria abaixo. O mundo estava livre de sua tirania e do seu corte de cabelo pavoroso. E Conan estava vingado!
O filme não tem um final feliz. Conan estava para sempre
condenado a ser aquele ser grotesco, que não encontrara limites em sua busca por vingança. Sorte dele que o seu agente era bom e descolou uns papéis um pouco melhores pra ele. Alguns até com falas. Hoje ele faz até comédias e cobra mais de 20 milhões de doletas para estrelar um filme. Por isso, mulheres, eu lhes digo: antes de dedicarem suas vidas a superar de algum jeito bizarro uma pinimba provocada por um homem, lembrem-se de descolar um bom agente!
Meu Deus, quanta monguice…

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