As informantes do amor

Nada como ter uma rede de informação não sobre o FMI, mas sobre o estado sexual, mental e… a localização de pretêsMenina solteira esperta tem uma rede de informação do amor. Não, não estou falando de fofoca” nem de trocas de informações bobas sobre coisas como tamanho de pau (apesar da gente cair em tentação vez ou outra e fazer isso sim). O que mais importa são os informantes do bem. Para ter um é muito simples. Não é preciso subornar ninguém. Esse é um trabalho que deve ser feito essencialmente por amigos.
O telefone tocou uma da manhã. Era uma amiga dando uma informação muito preciosa. O pretê que eu queria estava no clube onde ela fervia. Existe  informação mais preciosa? Aí é só chegar
e fingir que não sabia de nada. Ou não ir e ficar pensando no que teria acontecido se tivesse ido. A nossa rede de informações também passa coisas importantes como o estado civil da semana da pessoa. É assim hoje em dia. A pessoa está saindo com alguém uma semana, na outra não está mais e na próxima estará saindo com duas ao mesmo tempo. Só mesmo gente super bem informada para transmitir esse tipo de boletim atualizado. Olha que eu conheço muito repórter sério e sei que eles não seriam capazes de tanta destreza.
“O mesmo vale para o estado sexual. Informações como “”está meio gay”” ou “”está em fase vegetal”” são sempre de utilidade incrível. A certeza de que não é para investir. Não naquela hora. Espere um pouco que tudo muda com a velocidade da luz…
Claro que nossos informantes vez ou outra passarão dados desagradáveis. Eles nos contarão que o bonitinho X é um puta junckie, que o pretê Y é gay mas ainda não sabe. Essas são as informações mais importantes, é claro.`E o que faremos? Como todas solteiras espertas, as ignoraremos. E depois vamos falar para os informantes… é, vocês tinham razão.
Em seguida passaremos a informação para pessoas da nossa rede
que também não as ouvirão. Por que?
A cegueira da pretendência é burra. Somos românticas incuráveis. Ainda amamos um problema. Mas a vida é assim. E se não conseguimos um pretê, encontramos diversão e um pouco de beleza nesses encontros aí. E viva o direito sagrado a toda informação
democrática.
Será que eu deveria estar falando de política? Mas aí lembrei do que me disse meu amigo “Xico outro dia: “”meu país é o amor e seus arredores””.

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