O assassinato de um pretê platônico

O bonitão morreu ontem em São Paulo por método de abstração não violenta. Morreu ontem em São Paulo um rapaz bonito, inteligente e sedutor. Ele foi assassinado de forma indolor por meio da abstração mental. O pretê platônico, morto por Nina, que já confessou o crime, está sendo enterrado agora no site 02 neuronio. “”Eu cometi o crime porque ele estava trancando o meu caminho, praticando uma espécie de sedução não produtiva””, disse a ré. ”
“O júri a absolveu quando ela assumiu que tinha cometido o assassinato dois dias depois de ter dado um telefonema e não ter obtido retorno. “”Aí eu concluí que ele não gostava mesmo de mim e decidi que precisava matá-lo da minha imaginação””, retrucou. ”
“O crime foi milimetricamente pensado. “”Eu precisei jogar uns I-Chings. Quando caiu Obstrução eu comecei a tirá-lo da mente. Depois fui para a análise e não havia mais dúvidas. Ele não gostava de mim, por isso, a única maneira era destruí-lo,  ele estava virando um lugar para eu jogar os meus outros problemas. E eu preciso parar de me fixar naquilo que não tenho e valorizar o que eu tenho, sabe como é.”” ”
Ela avisa, nesses momentos de tantos crimes brutais, que ele não foi morto de fato, mas METAFORICAMENTE. Ele não foi assassinado enquanto homem (inclusive o bonitão anda por aí podendo fazer novas vítimas). Foi assassinado como pretê da Nina. Para ela, ele não existe mais.
“A assassina não demonstra arrependimento. “”Olha, matar um pretê é sempre uma coisa triste, principalmente quatro dias depois de uma amiga dizer que a gente ficava bem junto e dele ter praticado sedução descarada. Mas eu não me arrependo e faria tudo de novo, quer dizer, não com ele, que já está morto, mas com os próximos PPs que aparecerem na minha vida.”””
Ninguém compareceu ao enterro. Apenas a assassina, que usava uma roupa ótima e tinha o corte de cabelo novo e muito bom. Ela não derramou uma lágrima durante toda a
“cerimônia. Nenhuma missa de sétimo dia foi marcada, apenas uma comemoração em um inferninho de rock qualquer onde ela pretende agarrar… não um platônico, mas um passante, como forma de ritual de passagem. “”Espero que ele descanse em paz, mas bem longe de mim, porque no fundo eu estou com óoooooodio, principalmente porque ele estava muito bem vestido no enterro e, eu sei, ele é um bom rapaz””, confessou a ré no fim da cerimônia.

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