Terror no serão

Como tentar escapar do trabalho por causa de um pretê. Quatro horas da tarde, dia de fazer serão no trabalho. Até que um ex-pretê (na verdade, muito provavelmente, ele nem sabe que é ex-pretê. Ele pensa que é só seu amigo) liga e diz…. ”    – Hoje tem a apresentação de final do ano da minha oficina de clowns. É o tributo a Marcel Marceau. Você não quer vir?
Você diz que sim, adoraria. Mas é seu dia de serão. Então tá, vamos ver, de repente eu vou…De repente eu peço para a chefe para ir ver a apresentação do grupo de mímica e voltar para cá. Vamos ver…
Seis e meia: uma oportunidade de ouro surge. O rapaz com o qual você reveza o serão diz que sexta feira não vai poder fazer. Ele tem um evento imperdível. Você sabe que hoje ele tem um compromisso importante e que… você pode chantageá-lo! Esta bem, eu faço serão sexta se você faltar seu compromisso hoje, pensa você. Mas aquele anjinho do seu lado (Ou o diabinho? Ou a sabotagem?) a impede. Pronto, você perdeu a chance! Seu bolha! (sample de Patife Band)
Dez pras oito: ai, vou pedir para a chefe para dar uma saidinha e voltar…  Vou falar assim: oi, será que posso ir numa apresentação de mímica rapidinho e voltar? Acho que não! Ninguém precisa saber o motivo! Vou falar que vou no dentista. Que tenho que resolver UMA COISA. Assim mesmo, em letras garrafais. Ela vai pensar que é algo horrível! Vai deixar. Pode ser algo de vida ou morte.
Oito e um: não, ela nunca vai deixar! E é muita cara-de-pau pedir.
“Vou me controlar e pensar que ir lá assistir o Marcel Marceau in concert não vai mudar minha vida. Ele é só meu amigo mesmo. E de que adiantaria ir ver e ter que voltar?
Oito e dez:  Minha irmã está no evento, vou ligar. Alô, você tá meu ouvindo? Tá o maior barulho e você tem que desligar? Então tá!. Droga, e eu aqui. Que inferno!! Life sucks! ”
Oito e quatorze: A chefe não quer ir embora. Vou falar assim: você não vai embora? Então, ela vai ser tomada de piedade e vai falar. Ih, hoje vou ficar aqui até tarde. Pode ir mais cedo! E eu vou sair correndo. Perfeito!
Oito e quinze, vida real Você não vai embora?. Vou, daqui há dez minutos, diz ela. E emenda: aliás, já era para ter ido. (Eu, em pensamento: droga! Sua fala não era essa!) E o que eu digo: ah, tá. Pode deixar que eu termino tudo aqui!
Oito e dezoito: Ai, meu deus, eu não falei para o meu terapeuta que ia largar os pretês platônicos!? Não é óbvio que isso não vai dar em nada?! Ele é só seu amigo! Você não precisa surtar por causa de um amigo! Respira fundo, respira. Pronto, vai passar… vai passar…
Oito e meia: pronto, já começou o décimo quarto encontro de mímicos. Pronto, perdi. Não adiantar chorar sobre o leite derramado. Agora é tarde, Inês é morta. Um tigre, dois tigres, três tigres. Passou…
Eu perdi! Como fui tão tola!Calma, respira fundo, inspira, respira….

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