A maratona noturna

“E o rígido cronograma a ser seguido para participar dela! Sair à noite dá trabalho. Além de trabalho, investimento, paciência e muita disposição. E exige da pessoa baladeira uma certa estratégia. Afinal, você tem que saber das festas certas, das roubadas, para onde vão as pessoas legais, como descolar convites vips e o horário certo para chegar. Porque não adianta nada fazer tudo certo e chegar cedo, quando ainda não tem ninguém. Ou muito tarde, quando todos já estão loucões.
A seguir, um relato de uma pessoa viciada em baladas, que cumpre maratonas com horários rígidos para não perder um bom divertimento.

17h – As metas da noite já estão definidas. Primeiro, uma passada numa festa de aniversário de duas amigas, num bar na Pompéia. Depois, DJ gringo no Amp. E terminando, uma passadinha na tradicional Torre de quinta. Mas se o Amp estiver muito bom, o projeto Torre pode ser abortado. Se bem que tem duas semanas que eu não vou lá.

“19h – Já descolei nome na porta para o Amp. Combinei com uma amiga de se falar tipo uma da manhã, pra ir pra lá juntas. Ela quis me arrastar para dar uma passada no Bar da Dida antes da festa de aniversário. Mas daí não daria tempo. O cronograma é o seguinte: de meia-noite a 01h30, festa de aniversário; de 01h30 às 03h00, Amp. E de 03h00 até o último cliente sair, Torre. Mas o último lugar pode dançar a qualquer momento.”

21h- Uma rápida passagem no supermercado garante o jantar. Afinal, com tantos eventos não vai dar tempo de cozinhar. E eu ainda tenho que ver um programa de TV às 22h.

23h50 – Estou saindo para a primeira balada. Combinei com a amiga de falar com ela tipo uma da manhã. Ela arranjou outra para ir no Bar com ela. Mas a outra teve que desistir de descolorir os pêlos, pois senão todo o cronograma sofreria um atraso!

01h10A festa está muito cheia. A cerveja já está quente. Consigo uma carona para o Amp e saio mais cedo.

01h30- Amp ainda um pouco vazio (por que as pessoas saem tão tarde?!). Mas com boas possibilidades. Será que eu bebo um Mojitos ou uma cerveja?

02h00- A amiga se estende no boteco e eu não ouço o celular. Tem cinco ligações perdidas. Ela só chega às 02h. Tudo bem, agora é que está ficando bom. O DJ está bombando, com um capacete estilo árvore de Natal.

02h50 – Ir pra Torre ou não? A dúvida cruel. As possibilidades boas viraram apenas possibilidades frustradas. Então, let´s go! Afinal, são só dez minutos andando.

03h10A Torre não está boa. Meio vazia e com pessoas estranhas. Os amigos resolvem ir embora logo na hora que a gente chega. Para o Amp! Mas agora que entramos, temos que gastar a consumação mínima. Péssima aposta.

04hDepois de admitir a derrota, um sanduíche na barraquinha em frente a Torre. Carne desfiada. Hora de ir pra casa. Afinal, amanhã é outro dia. Com novas baladas.

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