O pânico de chegada do verão

E não estamos falando de vergonha de celulite! Vai acontecer de novo. Na verdade, está acontecendo agora. Calor. 40 graus. No momento eu e dois  amigos estamos aprisionados em um quarto no Rio de Janeiro com um ventilador na cara. Fumamos cigarros. Sabe quando faz tanto calor que não dá nem para ir à praia? ”
Sim, porque para ir para a praia é preciso chegar na praia. Isso significa ficar na rua esperando um táxi (com ar condicionado) e descer no calçadão. Sentir o calor da areia. Socorro.
Há alguns Carnavais, quase desmaiei no Posto 9. Fiquei do lado de uma mocinha que vendia cerveja enquanto esperava a Jô vir me resgatar. Pensei que fosse morrer. É sério.
O calor atinge o cérebro, abaixa a presão. Não sei mais o que penso. E nem consigo tomar café. Porque o café dá ainda mais calor e o calor me dá angústia. E angústia sem café não tem glamour.
No trabalho, deixamos de lado qualquer espécie de resto de civilidade para brigar por causa da temperatura do ar. Tenho medo de encontrar um pretê nào só por causa do medo do amor, mas por medo de desmaiar de pressão baixa antes de falar oi.
“Está calor. Não consigo mais respirar. Não consigo mais escrever. E ainda dizem que eu moro em um paraíso tropical. Não há paraíso, nem felicidade, que sobreviva aos 40 graus. Nem a sombra.

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