A mulher boêmia

Ela nem bebe, mas como ama uma mesa de bar…Eu não bebo. Mas não tem jeito. Decidi me aceitar. Onde tem mesa de bar, amigos bacanas e madrugada.. eu estou. Outro dia, frio pra caramba, eu e dois amigos na mesa do bar. Um deles disse que estávamos brincando de Antônios Marias ao relento. Era isso mesmo. E foi ótimo. ”
Os donos do bar já me conhecem. Sabem que eu não bebo. Assim que eu chego já começam a fazer o café. Muito gentis. Uma amiga sempre diz que odeia esses programas de fazer sentado. Tem trauma. Já namorou um dândi cachaceiro. Eu já namorei vários deles e não me traumatizei. Eu sou filha de boêmio. E não sou traumatizada. Pelo contrário.
Cansei de música eletrônica. Cansei de lugares onde você não consegue falar. Eu gosto mesmo é de ouvir.E eu falo pra caramba, como até você já deve saber.
Tudo na vida tem uma explicação histórica. Nada é por acaso.
“Na verdade fui criada no Lamas, reduto clássico da boemia carioca. Meus pais sempre me contavam que uma das primeiras palavras que eu aprendi a falar foi “”isqui””, de wiskie. É sério. Essa é a história da minha vida. ”
Deu nisso. Não bebo. Mas sou quase uma amiga de botequim. O problema é que às vezes eu acho que as mulheres nas mesas começam a rarear. Somos poucas em meio aos homens. Mais um sinal de que não, não, não falta companhia hetero na cidade, no país, nem no mundo. Mas é chato quando elas começam a sumir. Você passa a se achar, sei lá… uma cachaceira. E olha que você nem bebe.
PS. Será que ELES botavam wiskie do Lamas na minha mamadeira?

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s