A insuportável família de bege

As pessoas que eu nunca vou ser. E que me dão inveja vez ou outra  ;Eles estavam vestidos com roupas em tons claros. Tinham um sorriso natural no rosto. Pareciam tão felizes. Muito bonito o casal de médicos. Eles têm dois filhinhos. A esposa espera, antes dos 36, tentar uma menininha.
Talvez eles sejam legais. Mas em um domingo de sol, eu dentro de um quarto de maternidade visitando um bebê, esse casal concentrou toda a minha estranheza em relação ao mundo. Eu nunca serei como eles, eu pensava. Nunca. Nunca. Nunca.
Eles nasceram para viver essa felicidade aparente, eu não. Estou fadada a uma existência confusa, cheia de altos e baixos, de depressões, alegrias histéricas, novos amigos de infância. Sim, porque os amigos deles devem ser os mesmos sempre. Na verdade são. Eu descobri , são todos um grande grupo de amigos médicos.
Eu sou capaz de ir para a rua e voltar com um novo amigo de infância. Claro, ainda tem o principal drama de todos. Eu não tenho filhos. Ainda. Mas acho que nem faz diferença. Até posso ter filho um dia (e espero que tenha, sim). Mas nunca vou ser o casal de bege. Na minha vida sempre vai ter drama, exagero, grito de alegria, gente falando coisa engraçada. Bêbados e gays.
Freaks são freaks. Tenho que aceitar. Eu não serei como eles. E naquela manhã na maternidade tudo o que eu queria era ser como eles. Não ter que pegar sozinha um avião, abrir a porta de casa, ligar para um pretê que definitivamente parece não me querer. Me apaixonar dois dias depois só por causa de um texto e criar um plano infalível de conquista. Berrar com gente bêbada no meu bar preferido mesmo sem beber. Escrever por várias madrugadas e chorar muitas vezes ouvindo Smiths. Eu nunca serei como eles. E tem vezes que eu queria.
Eles estavam vestidos com roupas em tons claros. Tinham um sorriso natural no rosto. Pareciam tão felizes. Muito bonito o casal de médicos. Eles têm dois filhinhos. A esposa espera, antes dos 36, tentar uma menininha.
Talvez eles sejam legais. Mas em um domingo de sol, eu dentro de um quarto de maternidade visitando um bebê, esse casal concentrou toda a minha estranheza em relação ao mundo. Eu nunca serei como eles, eu pensava. Nunca. Nunca. Nunca.
Eles nasceram para viver essa felicidade aparente, eu não. Estou fadada a uma existência confusa, cheia de altos e baixos, de depressões, alegrias histéricas, novos amigos de infância. Sim, porque os amigos deles devem ser os mesmos sempre. Na verdade são. Eu descobri , são todos um grande grupo de amigos médicos.
Eu sou capaz de ir para a rua e voltar com um novo amigo de infância. Claro, ainda tem o principal drama de todos. Eu não tenho filhos. Ainda. Mas acho que nem faz diferença. Até posso ter filho um dia (e espero que tenha, sim). Mas nunca vou ser o casal de bege. Na minha vida sempre vai ter drama, exagero, grito de alegria, gente falando coisa engraçada. Bêbados e gays.
Freaks são freaks. Tenho que aceitar. Eu não serei como eles. E naquela manhã na maternidade tudo o que eu queria era ser como eles. Não ter que pegar sozinha um avião, abrir a porta de casa, ligar para um pretê que definitivamente parece não me querer. Me apaixonar dois dias depois só por causa de um texto e criar um plano infalível de conquista. Berrar com gente bêbada no meu bar preferido mesmo sem beber. Escrever por várias madrugadas e chorar muitas vezes ouvindo Smiths. Eu nunca serei como eles. E tem vezes que eu queria.

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