Não, não de novo não

O horror das situações repetitivas que te fazem chorar. “”Não, não, de novo não””. Essa frase, dita pela Jô em uma ocasião, fez a gente rir bastante. Mas era aquele riso de desespero que acontece quando a gente lembra da dor e a transforma em piada (tá, então essa coluna geralmente é para ser lida com riso de desespero). ”
Mas nada pior do que passar por uma situação horrível com um pretê. Superar. Encontrar outro pretê e… se ver na mesma situação horrível. Claro que as situações horríveis mudam um pouco. Mas a tristeza é a mesma.
Tinha um cara para quem eu significava O CONFLITO. Falei com ele agora por telefone. Virou meu grande amigo. Sempre fomos sinceros. Acabou e eu tenho muito orgulho de ter superado essa história.
Aí você está vivendo a sua vida (sim, eu mudei o tempo verbal) e aparece outro cara. Que não tem nada, nada a ver com o outro. Só que mais uma vez você é O CONFLITO. Assim mesmo, com letras maiúsculas. Uma coisa que incomoda e seduz ao mesmo tempo.
E ele te acolhe.
E ele depois te rejeita.
Te deixa na porta de casa e não sobe.
Te dá um beijo na boca.
Mostra uma coisa e depois outra e você ainda corre o risco de ser chamada de pessoa que viu ou sentiu coisas. Só que você sabe que não foi nada disso.
Mais uma vez vai chorar (e você não merece). Mas é de raiva pela indefinição humana, pela confusão das coisas e, principalmente, pela repetição.
“Só resta gritar: “”não, não, de novo NÃOOOOOOOOOOO””. ”
Tomara que ele ouça.
“E depois me explique.

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