O mal estar da civilização

É a nova Daslu…Não, eu não fui. Também não pretendo ir. Sei que uma coisa fica atravessada no meu peito cada vez que leio alguma notícia sobre a nova Daslu. E fico chocada porque esse assunto é o mais falado no momento. Mas, pensando bem, tá certo. Tem que ser falado mesmo. ”
Isso porque não é todo dia em que um país tão pobre, com tanta gente fodida, abre um templo onde só vai entrar gente rica. Muito rica. Um lugar onde os milionários se sentem em casa e seguros.
Já imagino a fila de carros blindados, de babás vestidas de branco (existe algo pior que babás vestidas de branco?) na porta da tal loja.
Um amigo outro dia pensou em uma coisa preocupante. E se todos os filhos de pessoas com babás vestidas de branco crescerem e tiverem mais babás vestidas de branco para cuidar de seus filhos? E se os filhos dos frequentadores da Daslu também frequentarem a Daslu? Vão existir 10 Daslus e um milhão de babás vestidas de branco.
Black future.  
É tanta ostentação… que, sei lá, nem tem graça. Tinha combinado com um amigo de ir lá para rir. Mas não vou. Não vou porque não tem graça.
“Não tem graça as pessoas se orgulharem tanto da grana que têm por aqui. É como se estivessem gargalhando bem na nossa cara: “”a gente é rico sim, que se dane.”” Depois eles fazem umas caridades e se sentem bem. Dão uma gorjeta boa para um aventalzinho, que é o nome das mulheres que “”servem”” por ali.”
“Não tem graça. Desculpem. Não tem graça. E eu escrevi um monte de clichê. Desculpem, mas tem vezes que não tem jeito.

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