A arte de se despir em público

Calma! É em liquidação! Na tarde de um dia do feriado, lá estava eu, de calcinha preta e meia marrom (não, não era meia calça) mais uma blusa de lã, parada praticamente na porta de um galpão envidraçado em uma rua dos Jardins (o bairro fino de São Paulo). ”
“Eu não participava de nenhuma performance. Estava em um bazar. E, dado o tamanho da fila do provador, meus amigos incentivaram: “”experimenta aqui mesmo””.
Escuta, o aqui mesmo era no meio da fila, que era formada por umas 50 pessoas enlouquecidas. Fora que era NA PORTA. O que eu fiz? Tirei a roupa. A vontade de comprar e pular a fila (sim, eu sou mal educada) era maior que tudo.
A verdade é que eventos como bazares acabam com o meu pudor. Eu tiro a roupa com tanta facilidade que devia ganhar a vida como stripper.
“Já aconteceu também no Xingu, o clubinho de SP que já me deu muitas noites felizes. Era inverno e eu tava com muito calor. Banheiro cheio. “”Tira a blusa aqui mesmo””, disseram uns amigos (sempre os amigos). Improvisei uma cabaninha e tirei uma segunda pele no meio da pista (escuta, eu não uso sutiã). ”
Talvez eu seja exibicionista.
Talvez eu seja carioca, e por isso naturalmente despudorada.
Mas a verdade é que se encanar com corpo e coisas como tirar roupa seria um grande desperdício. Principalmente com ofertas ótimas. Ou em noites que são tão boas que a genta até passa mal de calor. E nem liga.
Seria uma bobagem perder momentos de vida por pudor.
“Por isso, se você quer tirar a roupa em público, tire. A vida não merece frescuras.

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