Pagando por roupas rasgadas

Estaremos todas loucas? Eu tinha acabado de comprar a camiseta. Inexplicavelmente, no dia seguinte, Maria – a diarista e fiel escudeira – tinha colocado a peça de roupa na área. Peguei a camiseta e coloquei de novo no armário. Na outra segunda, lá estava a camiseta de novo na lavanderia. Novamente, peguei a camiseta – comprada num bazar de Natal – e levei de volta ao meu quarto. Desta vez, Maria, antes de jogar pela terceira vez no cesto de roupa suja, veio perguntar:”
– Vem cá, essa sua blusa está manchada!
– Não, ela é assim mesmo.
– Assim como, olha só está imensa mancha de sopa aqui!!!!
– Então, é assim mesmo. Não é de sopa. Eu já comprei manchada.
Maria ficou me olhando incrédula.
Não tive coragem de contar que a camiseta manchada e detonada tinha custado bem mais cara do que uma peça de roupa normal, porque era de um jovem estilista em ascensão, o último grito e o último berro da moda.
Talvez a malha fosse vagabunda e a peça de roupa fosse se auto-destruir em cinco segundos.
Ela simplesmente dobrou a camiseta, colocou de volta na prateleira e saiu divagando
– Ai se sua mãe vê isso…

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