A cultura e a franja

Por Raq Affonso

Sábado em São Paulo. Pra variar, você vai fazer um programa “culto”. Ir numa exposição. Dos Gêmeos, grafiteiros bacanas. Afinal, museu chato você só vai quando tá na Europa. E ainda fica na sessão das múmias. Rs,rs,rsr,s,rs,rs.

Só que chegando lá, você percebe que um monte de gente resolveu fazer o mesmo. E a galeria é pequena. Muito calor. Muita gente batendo foto com celular. Na sessão das múmias do British Museum não tinha tanto gente batendo foto. Mas todo muito quer uma foto das obras dos Gêmeos.

Sua amiga que também quer fazer um programa culto chega bem depois. E vocês resolvem tomar alguma coisa no boteco da esquina pra esperar esvaziar um pouco. Afinal, acabou de chegar uma excusão de crianças de 5 anos.

Quando você voltam, encheu ainda mais. Tem fila. E daí você tem uma idéia excelente: vamos tomar uma cerveja pra esperar!

E você fica lá bebendo. E bebendo. E bebendo. E quando volta pra o seu programa culto, a galeria fechou.

Então, para não “desperdiçar” seu dia, você resolve fazer um programa mais característico e não tão culto: ir no salão cortar o cabelo.

E sai de lá com uma FRANJA! Sim, uma franja aos 33 anos de idade.

Isso que dá querer frequentar exposições!

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