O show do Chico e o choro

Por Nina Lemos

Eu não esperava chorar aquela noite. Só uma emoção básica. Algo controlado. Eu explico. Foi tão complicado e histérico chegar até o Tom Brasil que, na hora em que o Chico apareceu, eu estava era mal-humorada e tensa. Todos os amigos se perderam, todos gritaram uns com os outros no telefone etc. Fora que tinha aquele clima de Oscar com fotos pra sair na Caras e fotógrafos fazendo bolinhos em torno de celebridades loiras.

Eu não ia chorar.

Que ilusão rasa. Na hora em que ouvi “Vitrines”, as lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto. Escorrer mesmo. Borrar o make. “Passa sem ver teu vigia que pega a poesia que entornas no chão”.

Aí, “Bye Bye Brasil”. Meu deus, não faz isso comigo. “Abraços na mãe e no pai”. Lágrimas escorrem, escorrem, escorrem. Em “Futuros Amantes” eu achei que teria que me trancar no banheiro e ser consolada pelos amigos, de tanto que eu chorava, sentia, sofria.

E aquele clima “Caras”? Nem percebi. No dia seguinte, acordo, ouço Chico Buarque, e choro mais. O que será que me aconteceu?

 

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