Enquanto isso, no reino dos pesadelos

Ela descobre que também existem sonhos. No sonho, o Wander canta se rasgando “la canción inesperada, meu amor inesperado”. Ela e os amigos paralizados pela beleza do momento. Cigarros emocionados. “Não é preiciso dormir para ter pesadelos”, diz a analista. Sim, é verdade. Foram muitos os pesadelos nos últimos meses. Pesadelos semana passada, com ela bem acordada. Cigarros nervosos.

Talvez seja uma mistura de inferno astral com descobertas existenciais irreversíveis. No pesadelo, ela vai ficar louca. No sonho, caminha para mudanças profundas e boas. “La Canción inesperada. Meu amor inesperado”. Os pesadelos reais ficam tão frequentes que ela passa a rir deles, como uma criança que tem ataque de riso para espantar um monstro.

No mundo dos sonhos o cantor grita: “meu amor inesperado”. E ela e os amigos sentem uma súbita saudades do comandante Leonel Brizola e acham que ele seria feliz se estivesse vivo e ali naquele show. Não, não é preciso dormir para sonhar. “Viva o Brizola!”, ela grita. E está bem acordada.

(Nina Lemos)

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