Vai uma aparadinha?

Sete dias de férias com chuva. Hospedada na casa da mãe. Com TPM. Com saudades de um bofe. Até o café da manhã me entedia. Por isso tomo uma decisão radical. Entro em um salão de beleza do Rio de Janeiro e, além das unhas, peço uma depilação na virilha.

Não, eu não tenho o hábito de fazer isso. E espero que vocês não estejam agora com a mesma cara de choque que captei nos olhos da depiladora enquanto ela olhava para a minha calcinha, amarrada com um fio por ela para deixar os pentelhos aparentes. “Precisa dar uma aparada”, disse a moça. “É minha, não se mete!”, tive ímpetos de dizer. Mas não. Sou moça fina e educada. Engoli em seco. Não permiti a aparada, mas deixei que aquela dor alucinante me livrasse de pêlos e me deixasse mais “limpa”, como disse a depiladora.”Eu não sou suja”, também tive vontade de dizer mas contive a ira.

Porque me submeti a isso? Masoquismo clássico, minhas filhas. Sou do tipo que se contenta com gilete (pra raspar a virilha, cortar os pulsos nunca foi o objetivo). Não gritei. “Você sofre quieta”, diz a depiladora. Ah, se ela soubesse.

(Por Nina Lemos)

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