Culto de libertação

A faixa estava pregada na frente de uma Igreja Evangélica e anunciava isso mesmo: um CULTO DE LIBERTAÇÃO. Bem ao lado, tinha um salão com outra faixa: “compra-se cabelo”. Isso no mesmo quarteirão de um bairro de São Paulo.

Eu não quero vender o meu cabelo (ainda mais agora que consegui deixar crescer). Mas também não quero comprar. Prefiro o esforço de deixar crescer (“sonho em ter cabelo comprido, mas eu não consigo”, ele canta). Mas o que importa mesmo é o culto de libertaçào. Fiquei imaginando como seria. E, claro, imaginei que seria libertação de amores do passado. Sim, porque eu acho que já me libertei dos traumas familiares (amém, Doctor Freud) e até das grandes corporações (amém, nina lemos). Mas… como seria um culto de libertação de quem a gente quer se livrar?

“Senhor, façai com que eu não pense nunca mais nele inutilmente, que eu não gaste meu tempo pensando no que significou o que ele me disse. Oh, Pai, me ajude a não odiar, porque o amor é amigo do ódio, assim como Freud me ensinou. Ajudai-me a não gastar o tempo olhando o orkut do alheio, não me deixai cair em joguinhos perversos e livrai-me das recaídas. Amém”.

(Nina Lemos)

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