Um basta ao “eu acho que eu tenho que te contar que…”

“Acho que eu tenho que te contar uma coisa”. “Acho que é meu dever de amiga te falar que…”. Pronto, lá vem porrada. Não falo aqui das minhas AMIGAS QUERIDAS, claro, mulheres superiores que já aprenderam que a vida de cada um é de cada um. Mas, em geral, quando uma menina vem com essa frase significa que em cinco segundos ela vai tentar te foder! Claro, sempre dotada de ótimas intenções e querendo o seu bem. Mas vai te contar que seu namorado te traiu em uma noite que estava bêbado, que o cara pra quem você dá comeu uma outra etc etc etc. A pergunta que não quer calar é: se você não perguntou, quem foi que disse que você queria saber?

Que arrogância feminina é essa que faz com que elas achem que podem saber o que rola entre duas ou três pessoas que têm histórias onde elas não estão incluídas? Gente do céu! Vamos lá. Aula de Freud número 1. Ou aula de noção. A gente não sabe o que acontece com os outros nunca. Vocês não perceberam isso ainda? A gente não sabe nem o que se passa com a gente. Como vai saber o que acontece com uma pessoa? E com duas? E com três? Não, não sabemos. Não sabemos e não temos nada a ver com isso.

Não, eu não conto para as minhas amigas coisas que elas não perguntaram. Nunca. Já devo ter feito isso alguma vez. Mas aprendi. Isso porque eu não sei o que elas vivem, por ais que elas me contem. E, principalmente, porque eu NÃO QUERO QUE AS MINHAS AMIGAS SOFRAM! Em geral, para que servem essas informações passadas levianamente? Pra causar sofrimento, sim, é pra isso mesmo.Inclusive, querida, porque você não pode saber o que uma coisa que “você acha que precisa contar” vai causar nos outros. E, claro, como você conta uma coisa que “acha” que deve contar? Ora, só conte depois de ter total certeza, falar na análise, jogar I Ching, consultar um pai de santo.

A solução é uma. Fazer como os amigos homens. Não contar mais nada pra ninguém. Acabou. Esse texto é um basta a qualquer tipo de fofoca. Não, por favor, eu imploro. Não me respondam o que eu nem perguntei!

(Por Nina Lemos)

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