A dor

Domingo passado eu estava cheia de problemas. Aqueles de sempre. Crise existencial, crise criativa. Eu achava que precisava de um bom amor, tinha que escrever um romance e arrumar várias coisas na minha vida. Até que ela veio. A Dor. Assim, no meio do almoço-jantar de domingo.

Era para passar. Mas não passou. Fui tomada por Ela, a terrível dor nas costas. E todos os meus problemas desapareceram. De repente, só existia um: me curar daquilo e, claro, descobrir o que aquilo era.

Uma crise de dor nas costas é uma espécie de Caminho de Santiago da Compostela. Você não pensa em mais nada. Só em sobreviver e nela, A Dor. Só que a peregrinação não foi feita por caminhos bonitos da Espanha, mas por Pronto Socorro, Pronto Socorro de novo, só que ortopédico, fisioterapia e, milagre, acupuntura.

Uma semana só pensando NA DOR. Uma semana onde o mais importante era a minha bolsa de água quente em formato de coração. Até que depois da acupuntura e das bombas ela começou a ser controlada.

E agora, que consigo ficar sentada, sinto que os problemas do domingo passado estão se apoderando de novo da minha alma. Todos aquelas pequenos problemas ridículos.

Por que que a gente é assim?

(Por Nina Lemos)

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