O caminho dos excessos leva ao palácio dos piripaques

Dizem que o caminho do excesso leva ao palácio da sabedoria. No meu caso é diferente. O caminho do excesso me leva diretamente ao palácio dos piripaques, fobias e ataques de pânico. “Estou me sentindo em uma quarta-feira de cinzas”, digo para a amiga depois de um final de semana onde inventamos de transformar o Rio em nossa Saint Tropez particular. “Se eu sair de novo, eu morro”, ela responde.

Depois de dois dias de festas e inconsequências, ensaio piripaques para não ter que sair pelo terceiro dia e falar com gente, ver gente, paquerar gente, pensar em pegar gente, fazer social. O caminho do excesso é bom. Mas para pessoas como eu e minha amiga pode durar no máximo dois dias. Depois a gente pifa.

É por isso que a Britney ficou louca, que a linda Kate Moss foi parar no Rehab e não parou ainda de causar. Deve ter isso por isso que a Winnona roubou.

A vida como locomotiva social, salto alto e olhos pintados, não foi feita para mim. Quer dizer, até foi. Mas só por dois dias.

(Por Nina Lemos)

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