Meus caros amigos

Diz a lenda que um amigo, depois de uma noite inteira com uma mulher linda, um símbolo sexual desse nosso Brasil, disse: “ai, mas que saudade dos meus amigos!”. Ele não estava nem um dia todo com a menina, digo, gostosa, linda, maravilhosa, e já sentia falta deles.

É assim mesmo. E tento mais uma vez decifrar a amizade entre os homens (que é uma das coisas mais lindas, assim como a amizade entre nós, hermanas). Outro dia perguntei para o amigo com quem mais troco confidências no mundo. “É mais fácil para vocês falar sobre coisas mais íntimas com amiga mulher, né?” “Mas é claro, com meus amigos eu não falo nada íntimo.” Calma lá. Estou falando de um amigo que tem amigos pra caramba. E amigos de verdade. Ele mesmo é capaz de trocar qualquer Angelina Jolie por um amigo macho. “Mas vocês falam sobre o que quando estão sozinhos?”. “Ah, a gente faz o de sempre, celebra, grita, vive.” Eu sei bem como eles gritam.

Começamos a imaginar os passeios que Antonio Maria e Vinicius davam pela madrugada. “Será que o Vinicius contava pro Maria que ia se separar de novo?” “Duvido”, diz meu amigo. “O Maria percebia que ele estava triste, não perguntava nada, e saía para beber com ele.”

E para esses meus amigos queridos, incluindo os imaginários, dedico “Meu caro amigo”, de Chico Buarque. Coisa mais linda essa música.

(Nina Lemos)

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