Ai que bom não ser tão importante

Tem uma época da vida em que a gente acha que tudo o que acontece é por nossa causa. É uma espécie de cegueira juvenil absolutamente narcisista que nos faz pensar que se ele está com a cara amarrada, é por causa da gente, claro. Se o nosso chefe falou rapidinho sobre um assunto, claro, a culpa é nossa..

Passar pela cabeça que as pessoas têm outros problemas é uma coisa que em certa época da vida absolutamente não existe.

Lembro dos meus surtos de adolescente. Quando eu encanava muito com a roupa que estava vestindo (ou o cabelo,ou o sapato,ou a minha própria pessoa em si) a minha mãe dizia: “as pessoas não prestam tanta atenção assim em você,nina”. Estava certa. Lembro que na mesma época um amigo tinha medo de entrar em um bar para comprar (o que mesmo? Acho que cachaça) porque pensava que todo o bar iria parar e falar: “olha só aquele garoto de cabelo espetado”.

Não, ninguém repara assim na gente.

Sim, as pessoas têm mil problemas que não têm absolutamente nada a ver com a gente. E nós mesmos temos problemas que não têm a ver com ninguém nem com nada.

Ok. Estou falando o óbvio. O óbvio ululante. Mas é que acabo de receber uma foto minha com 16 anos. Bateu uma melancolia e um alívio enorme por ser adulta. É a vida.Ou melhor.A roda viva.

PS. E esse texto não tem importância alguma. O que importa hoje é que o Fidel renunciou. Sim, isso é importante de verdade.

(Nina Lemos)

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