Fuga número 2

Vocês, homens, se acham especialistas em fuga. Ou nós que achamos que essa é uma especialidade de vocês, tamanho é o nosso medo de que vocês fujam?

Não importa. Acontece que nós, garotas, na verdade somos as donas e mestras da arte de fugir. São formas sofisticadas e inconscientes (hey, Freud) e muitas vezes só vamos perceber porque fizemos “tal loucura” muito tempo depois. Em geral, usamos essas técnicas para fugir de uma situação que está ultrapassando os nossos limites. Ou seja, em geral por sobrevivência.

A nossa fuga não consiste em simplesmente parar de atender telefonemas, inventar uma mentira que acabará sendo descoberta, não responder e-mails ou simplesmente falar que não quer mais. Quando a gente foge, em geral é para sempre. E para isso apelamos para métodos como:

Método1

Ligar 40 vezes chorando, encher o saco do cara e torrar a paciência dele até que ele esqueça que você é uma garota legal e passe a achar que você é uma chata (no fundo ele sabe que você é legal, mas não suporta a sua chatice). Muito eficiente e largamente utilizado, Principalmente pelas meninas de menos de 30. Mas as de mais de 30 às vezes se desesperam e apelam para esse método quando acham que estão em uma roubada da qual não conseguem sair. Também adotado pelas que têm medo do amor.

Método2

Ter um ataque e falar um monte de coisas horrendas para ele. Coisas horríveis mesmo, daquelas que não se falam para ninguém. Utilizado em situações limites. Eficientíssimo.

Método3

Escrever textos em blogs e sites falando mal de exs. Maneira ótima de fazer o cara ficar com ódio de você e não tentar voltar (que medo de você não resistir e cair!).

Método4

Sofrimento horroroso. Essa é a forma mais madura. A gente fica em casa chorando em atender o telefone, se descabela, fica realmente muito mal, fazendo a dieta do Marlboro. Até que uma hora a gente pensa: “nossa, é por causa desse cara (ou dessa situação) que eu estou nessa lama!” Aí percebemos o óbvio, que os heróis românticos são todos ridículos. E que não vale nada esperar por alguém ou investir em alguém se isso está nos deixando nesse estado deplorável. Costuma dar certo, mas exige persistência e… sofrimento.

Mas, existe fuga sem sofrimento? Para a gente, que foge para salvar a própria sanidade mental, ou seja, a própria vida, não.

(Nina Lemos)

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