Fazendo a Novelle Vague

Às vezes eu fico muito irritada com o mundo. É raro, mas acontece.Acordo e acho tudo uó. Vou lá, vivo a vida, e continuo achando tudo uó. Chega de noite e acho tudo ainda mais chato e irritante do que achava de manhã. Não tem um motivo. É só o mundo que ficou uó e as pessoas (tirando umas quatro) que ficaram chatas.

Normal. No dia seguinte passa. Meus amigos também acordam irritados com o mundo. É uma TPM existencial, ou astral,vá saber. Só que eles saem, bebem e tomam otras cositas por aí. Beijam o chão, fazem merda, brigam com gente.

Eu não. Rejeito todos os programas e fico em casa fazendo a Nouvelle Vague. Ouço alguma música triste, fumo e tomo café. E choro. Pencas. Ao invés de sair e tocar o terror nos botecos da Augusta, fico em casa chorando.

Saco. E nem dá para fazer a Nouvelle Vague com algum glamour nesse calor. Resta ficar em casa e escrever, de calcinha e sutiã. Cabelo despenteado. Mas unhas impecavelmente pintadas de vermelho (até as dos pés).

PS. Ah, sim, como meu amigo lembrou, estou escrevendo meu primeiro romance e quando estou triste fico em casa com “ele”. Nada mais Nouvelle

(por Nina Lemos)

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