A mulher robô

Ando pela rua e coisas apitam. Não, não são alarmes de carro. As coisas que apitam vêm de muito perto. Estão meio dentro de mim. Pelo o que eu saiba anda tudo bem com o meu coração e com a minha cabeça. Quer dizer, mais ou menos. Virei uma mulher que apita, praticamente um robô.

É o blackberry que está no casaco. Ou o computador ligado na outra bolsa? Ou o ipod que tá no bolso da calça jeans?Não sei. O que eu sei é que a menina cada dia mais neo hippie de alma anda pela rua apitando tal qual um robô. E tudo isso porque precisa trabalhar. E o computador da firma não funciona. Ela lembra da época da escola e conclui que a mochila que carrega na vida adulta é mais pesada. Os livros da escola não apitavam.

Mas a alma continua. Ela não é um robô. Assim espera.

(Nina Lemos)

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