Não somos super-heróis

Toda mulher tem um certo desejo de ser meio mulher maravilha. Deve ser por causa da televisão, por causa dos seriados que assistimos. Deve ser por causa da Lynda Carter que usava aquele modelo lindo, com as cores da bandeira americana, para desespero dos nossos pais esquerda festiva.

Toda mulher quer dar conta de tudo. Do trabalho, do serviço fora do expediente, da pele (que tem que ficar boa), do modelo, do cabelo (que anda meio sem corte), dos amores, da falta-de-amores, das festas, da casa, da faxina, do peso (voltei para a ginástica), das compras.

E se alguma coisa dá errado, nos culpamos. Nos sentimos a pior das mulheres. Fracassamos. E não temos nem o avião invisível para escapar.

Ninguém precisa ser super-herói na vida. Não precisamos, aliás, nem sermos heróis. Podemos simplesmente ser uma pessoa bacana. Está de bom tamanho. Talvez isso explique porque Lynda Carter acabou se afogando na bebida, como eu acabo de ler no noticiário de inutilidades de domingo.

(Jô Hallack)

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