Os tombos

O ginasta foi lá e caiu. Ele estava fazendo tudo certo. Mas no final caiu. De bunda. Em um dos dias mais importantes da sua vida. Caiu sentado. Coitado. Pobres dos ginastas, já que eles não podem cair (literalmente) porque são desclassificados. Imediatamente.
Todo mundo cai. Outro dia caí na hora errada (e existe hora certa?). Eu tentava manter a moral no meio de uma reunião familiar e mostrar que lançar livros podia ser tão importante (pelo menos para mim) quanto ter filhos. E bem na hora em que disse, apontando, para um parente: “você tem que ir ao lançamento do meu livro porque visitei seu filho na maternidade” o sofá virou. Além de ter feito uma comparação patética, dessas que a gente só faz em reuniões de família, fiquei sem moral caída no chão com o sofá em cima de mim. Todos riram. Principalmente eu.
Já caí no meio de um evento de moda de cara no chão, bem nos pés de uma famosa editora de moda. Já caí da escada da minha própria casa e quando vi estava sozinha no meio da sala sem ninguém para me ajudar a levantar. Também já caí no choro em horas erradas, do salto. Já caí em roubadas, em mentiras, em furadas. E, claro, de amores por pessoas “erradas”.
Eu sempre caio. E você também sempre cai. Certeza.
A diferença é que não somos desclassificados. Ainda bem que o meu plana de ser ginasta durou duas aulas. E só. Caí.

(Nina Lemos)

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