Os amigos (e inimigos) de infância

A gente já sabe que amigo não se faz, se reconhece. E quem disse isso foi o Vinicius de Moraes. Ou outra pessoa com ganas de vivir que tenha passado pela terra. “A gente é amigo de infância! A gente só demorou muito para se encontrar”, gritou um amigo certa vez. Esse mesmo jura que é amigo do Iggy Pop. “A gente só não se conhece. Mas é amigo”.

E ele está certo. Eu acho. Outro dia mesmo pedi para um amigo novo ser meu amigo e ele respondeu. “Claro, Nina, mas a gente já era amigo antes de se conhecer. “

Tudo isso para dizer que todos os meus amigos acreditam que amizade é assim.Mas outro dia fiz outra descoberta. Percebi que, além dos amigos de infância recentes, existem também os inimigos de infância que a gente acabou de conhecer. “Eu e a fulana nos detestamos desde a escola”, disse para um amigo. “Mas você estudou com ela?”. “Não, mas se estivesse estudado, a gente seria de turmas diferentes. Ela sentaria na frente, seria líder da turma das loiras e ia me chamar de maconheira. A gente ia super se odiar.” Meu amigo concordou. Então, é assim. Amigo não se faz, se reconhece. E inimigo também. O mesmo vale para os grandes encontros em geral, querido.

(Nina Lemos)

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