A arte de acreditar em qualquer mandinga

Eu e o V. estávamos bem calmos na Bienal onde o pessoal da AVAF faz umas performances muito legais até que vimos a Cibele Cavalli em um canto. “O nome da minha performance é amarração, vocês podem escrever pedidos em um papel.” Pronto, baixou a histeria. Começamos a procurar caneta nervosos e a perguntar com seriedade um para o outro: “o que eu peço?”. Nessas, um amigo telefonou. “Não posso falar agora porque tô fazendo uma mandinga”. “Pelo amor de deus, pede proteção para o bar que eu vou abrir”, ele implorou. Claro, cumpri. Além de ter feito dois pedidos bem sérios.

Sim, eu acreditei (e ainda estou acreditando) em uma mandinga que consiste em amarrar os pedidos em um abacaxi. Depois, todos eles enfeitarão um carro alegórico e passearão pela Bienal. E até o nome diz, não é? PERFORMANCE. Assim, não é para acreditar, Nina Lemos. Mas eu acreditei. E meus amigos também.

E depois de tudo ainda digo que sou atéia. E talvez seja. Não acredito em deus, mas na performance do abacaxi.

Boa sorte, pedidos que serão amarrados no carro alegórico!

(por Nina Lemos)

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