Enfim, madrinha!!!

São muitos anos de tentativa. A cada nascimento da família você praticamente se oferece. Em alguns casos, perde qualquer dignidade e fala na cara dura: “eu posso ser a madrinha?”. Os pais te olham com um constrangimento que mostra que não, querida, você não foi escolhida. Será que isso significa que você não é, digamos, uma pessoa considerada confiável?

Mas um belo dia… Você recebe a notícia via telefonema internacional. Você foi escolhida, você vai ser MADRINHA, com direito a cerimônia neo hippie. E o que acontece? Surto. Antes da criança nascer, ela já tinha 4 bodys do Ronaldo Fraga e um vestidinho (com o cartaz do Mon´Oncle, a coisa mais linda). Você percebe que realmente virou madrinha quando a vendedora da loja pergunta se você quer ver alguma coisa para você. E você responde: “não, só estou comprando para ela mesmo.”

E um dia, ela nasce, linda e retumbante no Dia Internacional da Mulher, lá em Berlin. Você não pode sair correndo para a maternidade. Mas chora quando ouve a voz dela chorando do outro lado do oceano. E a comadre ainda pergunta se você vai querer ser chamada de Dinda. Mas é LÓGICO! Welcome, Janaína!

PS. E tem a Cacá, claro, minha amada afilhada adotada por ambas as partes. Ela me adotou como madrinha no mesmo dia que eu a adotei!

(Nina Lemos)

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