Quando ela vem…

Tem dias em que ela, a tristeza, vem com tudo. Chega inesperadamente e quase arma um barraco, tal qual é a força de sua entrada. Puxa, e ela nem foi convidada! Saco. Ok. A vida é dura, como diria o Sean Penn. Então, se você for vivo, receberá sua visita vez por outra. E já que ela chegou..

Que seja bem recebida. No momento, com uma antiga canção do Radiohead, para que você possa cantar junto com ela: “I lost myself, I lost myself”. E com uma leitura daquele velho livro do Pessoa, aberto em cada uma das visitas dela desde os seus 15 anos de idade. “No dia triste, meu coração mais triste que o dia.” Os amigos vão logo saber que você tem visita. Já que você e a tristeza em geral se recusam a sair juntas. Ela prefere ficar em casa, que é lugar quente. Não gosta de se demonstrar escandalosamente nas ruas. Discreta, essa sua tristeza que te visita.

Assim como chegou de surpresa, ela vai. É uma visita relâmpago, E, nossa, ainda bem que seja assim. No dia seguinte ela já foi embora. Claro, você fica meio baqueada com a visita. Ela deixa de lembrança um certo cansaço, os olhos ainda inchados. Mas mesmo assim, algumas horas depois dela ter ido embora, voê pinta os olhos só de raiva. E, para se vingar da visitante, pinta as unhas com um esmalte chamado Desejo. Existe, juro, é da Risquê.

(Por Nina Lemos)

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