A triste história do café desaprendido

Tudo começou com um mal estar de aeroporto e um telefonema. “Vou desmaiar na sala de embarque. Fica comigo no telefone”. Depois, veio o caos, o tsunami, godzilla, a revelação do segredo de Fátima, uma gente sem coração, as noites de insônia, as olheiras, a tristeza sem fim. Se o seu mundo acabar, meu conselho: tome um café forte e siga em frente.

Era aí que estava o problema. Dei para fazer café fraco. Logo eu, que sempre passei um café como ninguém, sem medida, eu e o café, sintonia perfeita, em qualquer horário do dia, felicidade plena. Mas foi assim. De um dia para o outro, perdi a mão. Perdi meu último consolo.

E dá-lhe café ruim, a cada manhã – e quando eu digo ruim digo intragável mesmo, joga fora na pia, sono no trabalho, passar na esquina para pegar um expresso atrasada, tentei de tudo, macumba, exorcismo, cafeteira nova, coar no filtro de pano, fazer simpatia, trocar de marca, pagar promessa. E o café, nada. Fraco, aguado, triste. Eu e o café. Macambúzios para sempre.

Mas tudo passa.

E não é que o meu café tá muito bom!!!

E que siga a vida (forte e, tem dias, muito amarga)

(Jô Hallack)

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