Você sabe que virou meio adulta quando (continuação)

Por Nina Lemos

Quando uma amiga (amigo) muito querido diz que você está se metendo em uma roubada, você acredita.

Você esquece a idéia de tentar mudar alguém.

Você não se importa de ser chamada de radical por familiares. Como disse a Dede. “Sou sim. E daí?”.

Você não deixa um homem gritar com você porque sabe que isso é abuso.

Você não grita com um homem porque sabe que isso é abuso.

Você não deixa NINGUÉM  gritar com você.

Você não grita com NINGUÉM. Se você ainda grita com a sua mãe, cresça.

Você coloca suas contas no débito automático para não ter que lidar com problemas tipo “luz cortada”

Você pára de perder óculos escuros.

Você assume que vai usar camiseta de banda pelo resto da vida.

Você lida de maneira ok com rejeição. Tipo um amigo que disse outro dia: “encontrei aquele cara que não dá a mínima para mim e eu babo por ele. Ele não dá a miiíinima”. Ele falou isso rindo.

Você desencana da idéia de ser um gênio. Seja da literatura, do cinema, das artes plásticas, da ciencia ou do que for. E se dá por feliz em ter “algum” talento.

Você não se culpa mais por não saber fazer coisas como cozinhar ou dirigir.

Você sabe quais bandas e quais poetas podem salvar o seu dia. Ou a sua vida. E sabe que eles costumam ser os mesmos que te acudiam quando você tinha 15 anos.