A caravana do rock

Começou cedo, mais ou menos com uns 11 anos. Foi no primeiro Rock in Rio. Um dia meu pai me levou pra ver Nina Hagen. No outro, minha mãe me levou pra ver Yes.
Daí pra frente, fazer parte de caravanas do rock, virou uma obrigação. Passando por viagens de uma noite para São Paulo, pra ver Toy Dolls, a lugares mais distantes, no Reading Festival, na Inglaterra.
Uma hora dá um cansaço e você fica meses sem ver nada. E daí, do nada, numa semana você retoma a caravana com força total. Vai direto do aeroporto para o Circo Voador, com uma mala de rodinhas, pra ver Belle and Sebastian. No dia seguinte, migra com os companheiros da caravana para um show do Cérebro Eletrônico, que começou às 2h da manhã. Pra culminar numa peregrinação no fim de semana seguinte, tentando entrar no Planeta Terra. Depois de ficar uma hora e meia na porta esperando por um convite, você pensa em desistir. Voltar pra casa e tomar um vinho, bebida de adulto.

Mas não! O sangue da caravana corre nas suas veias. Você consegue entrar e ja compra logo um baldão de cerveja não tão gelada, a bebida do rock. E depois de ver incríveis shows do Mika, Phoenix e Pavement, você vai embora, peregrinar atrás de um táxi. Mas quem disse que a vida de um caravanista era fácil?

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